Pandemia vs construção civil: como podemos ser ágeis em uma crise?

[Mini Documentário] Pandemia vs construção civil: como podemos ser ágeis em tempos de crise?

Pandemia vs construção civil: como podemos ser ágeis em tempos de crise?

O Brasil se tornou o segundo país com a maior taxa de confirmação de casos e com a segunda maior taxa de mortes devido à pandemia do novo Coronavírus, segundo estatísticas oficiais, que você pode ter acesso clicando aqui.

Sendo assim, modelos de negócio tiveram que se reinventar para passar por essa situação de uma forma mais ágil, tomando as rédeas do mercado para trazer, à população do país, uma solução que ajudasse os brasileiros a terem mais garantias em momentos difíceis. 

Em São Paulo, após a construção da expansão do Hospital M’boi Mirim, que você pode ler mais clicando aqui, a Brasil ao Cubo, empresa pioneira no modelo de construção off-site, trouxe inovação ao mercado da construção civil, ditando novas regras para que a construção civil refletisse seu papel em prol à sociedade.

Sabemos que a construção civil é um dos setores menos tecnológicos e mais tradicionais da economia, porém, no decorrer dos anos, esse setor começou a aplicar novas técnicas construtivas e utilizar produtos industrializados fabricados com um maior controle de qualidade e são essas técnicas que vêm ganhando destaque.

O impacto da pandemia na construção civil

Assim como diversos setores sentiram impactos, devido à COVID-19, a construção civil também não escapou, aliás, o impacto foi muito grande, já que o setor vinha se recuperando de forma histórica. 

Segundo o site Engenharia 360, as projeções para o ano de 2020 era de um ano promissor, com a bolsa de valores das incorporadoras e construtoras ganhando investimentos, além dos índices de produtividade dos canteiros e de vendas de imóveis apontarem um ano de retomada da construção. Inclusive, os índices de confiança dos empresários da construção civil atingiram um nível que não era visto desde 2010/2011.

Além da paralisação em obras, houve a paralisação de suprimentos e suporte do setor, o que resultou em uma queda abrupta, sendo que, a recuperação que foi apresentada no último trimestre de 2019 e início de 2020 acabou sendo consumida pela atual crise.

Sendo assim, empresas que possuem, para si, o espírito de inovação e quiseram reinventar em seu nicho, obtiveram uma realidade oposta ao que está sendo apresentada, e, ao invés de sentirem os impactos negativos, tiveram forte atuação em seu mercado, aumentando até mesmo a contratação e gerando estabilidade para trabalhadores do setor. 

Um exemplo disso, a empresa Brasil ao Cubo, pioneira no segmento off-site, se tornou visada na construção do Hospital M’boi Mirim no início do ano, quando a pandemia chegou com força ao país, trazendo um legado para São Paulo, e logo em seguida, fazendo novas expansões e até mesmo hospitais do zero com base em seu método inovador.

O que é a construção off-site?

O termo “off-site” vem do inglês “fora do terreno”, ou seja, a construção off-site é um método construtivo que ocorre fora do local que a obra será instalada.

A indústria civil é uma das poucas que não ocorre tradicionalmente dentro de uma fábrica, mas a construção off-site veio para mudar essa realidade, possibilitando um novo modelo construtivo.

As obras são realizadas a partir da acoplagem de várias seções, que tem a dimensão máxima de 15,00m x 3,80m x 3,90m (comprimento, largura e altura), mas, ao serem unidas, formam construções grandiosas, como, por exemplo, o Centro de Treinamentos Ambev, que possui 2.250m² e foi finalizada pela empresa em Março de 2020. Você pode conferir mais sobre como isso foi possível, clicando aqui.

Desse modo, a fabricação das edificações ocorrem dentro de um parque fabril e podem ser transportadas para o Brasil inteiro. Por conta das etapas padronizadas e parametrizadas, há como garantir uma entrega assertiva no prazo (ou até antes dele), além de poder ser assegurado que não haverá surpresa ou aditivos durante a fabricação.

A inauguração do Hospital de São José dos Campos

O Hospital de Retaguarda, construído em São José dos Campos, interior do estado de São Paulo, foi entregue no dia 08 de julho de 2020, sendo o terceiro hospital modular no enfrentamento da COVID-19 e, após isso, o hospital permanecerá funcionando e servirá como um Pronto Socorro do Hospital Municipal. 

A construção do M’boi Mirim serviu como uma expansão ao já existente hospital, servindo como anexo para que o tratamento da COVID-19 (Coronavírus) fosse tratado por lá, através do SUS (Sistema Único de Saúde), sem que as pessoas infectadas pelo vírus tivesse contato com outras pessoas, diminuindo o contágio.

Diferente de um hospital de campanha que, após a pandemia poderia ser desmontado, esse anexo e os outros hospitais já construídos pela Brasil ao Cubo, permanecerão em suas respectivas cidades como um legado na luta contra a doença, e servindo para o tratamento de futuros pacientes na cidade. 

Diferente do M’boi Mirim (SP) e do Hospital Independência (RS), o hospital de São José dos Campos foi o primeiro da qual o projeto não era um anexo, mas sim feito de forma separada e longe do terreno do qual se situava o Hospital Municipal, assim, tornando-se a primeira construção hospitalar modular feita totalmente do zero no país.

Os desafios vieram através da infraestrutura necessária para gases hospitalares, rede sanitária e elétrica que nascem do zero sem acoplagem em algo existente, assim, tendo de ser previsto no projeto como será o sistema como um todo. 

O atual Hospital de Retaguarda possui 67 módulos, totalizando uma área de 1500m² e entregue no prazo total de 36 dias, sendo que o prazo primário era de 45 dias, mas, graças à industrialização da construção, que traz o método off-site em junção ao sistema Plug and Play BR3, o hospital antecipou a entrega em 9 dias. 

Para deixar registrado, fizemos um mini documentário que menciona como foi a produção, transporte e a entrega desse hospital. Abaixo você pode conferir mais de perto como tudo é feito e o porquê é importante esse tipo de inovação em tempos de pandemia, aliás, o vírus não espera, por isso, devemos ser ainda mais ágeis.  

Confira o mini documentário abaixo:

Hospitais em tempo recorde 

Dentro de quatro meses – iniciando em março de 2020 -, a construtech Brasil ao Cubo terá entregue cinco hospitais. Em 120 dias, cinco unidades hospitalares, chegando ao total de 336 leitos, distribuídos em 6.000m².

Todos foram entregues antes do prazo estipulado. A produção das estruturas dos módulos foi feita 100% em Tubarão, no parque fabril da empresa, através do método off-site e, parte dos módulos, foram encaminhados para a empresa parceira TecVerde, em Araucária – PR, para as vedações verticais, seguindo, após isso, até o terreno de destino para a acoplagem dos módulos pelo sistema Plug and Play BR3. Confira abaixo a listagem dos hospitais que já foram entregues e que estão em processo de entrega:

Hospital M’boi Mirim

  • Localização: São Paulo/SP
  • Área total construída: 1350m²
  • Quantidade de módulos: 48 módulos
  • Quantidade de leitos: 100 leitos
  • Tempo de entrega: 33 dias

Hospital Independência

  • Localização: Porto Alegre/RS
  • Área total construída: 842,23 m²
  • Quantidade de módulos: 50 módulos
  • Quantidade de leitos: 62 leitos
  • Tempo de entrega: 30 dias

Hospital de Retaguarda

  • Localização: São José dos Campos/SP
  • Área total construída: 1500,00 m²
  • Quantidade de módulos: 67 módulos
  • Tempo de entrega: 36 dias

Hospital Regional Ceilândia

  • Localização: Brasília/DF
  • Área total construída: 1275, 85 m²
  • Quantidade de módulos: 53 módulos
  • Número de leitos: 73
  • Entrega: 34 dias

Hospital Cemetron 

  • Localização: Porto Velho/RO
  • Área total construída: 846,94 m²
  • Quantidade de módulos: 47 módulos 
  • Quantidade de leitos: 58 leitos
  • Prazo: 35 dias
  • Entrega em: 24/07

Com isso, entendendo que o mercado civil está em crise, assim como outros setores, por conta da pandemia do novo Coronavírus, reinventar-se é necessário, aliás, a tecnologia se torna cada vez mais aliada de todo e qualquer setor, inclusive o da construção civil, setor este que possui quase que a mesma metodologia de trabalho desde seus primórdios. 

Mas o futuro chegou para esse mercado, e a prova disso é a junção de uma necessidade com uma tecnologia que facilita a entrega em tempos de urgência. Aliás, com a proliferação desenfreada da pandemia do vírus, a população necessita de locais dedicados em curto espaço de tempo.

Desse modo, em tempos de adversidade, torna-se visível o quanto o mercado ainda pode se transformar e o quanto o investimento em tecnologia é o futuro do país e do mundo. E é com o pensamento de inovação em prol da sociedade que nasce empresas como a Brasil ao Cubo.

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