Hospital M’boi Mirim: uma obra desafiadora que salva vidas

Hospital M'boi Mirim: uma obra desafiadora que salva vidas

Como a Brasil ao Cubo construiu um Centro de Tratamento em M’boi Mirim para pacientes com Covid-19, com 100 leitos, em apenas 40 dias? É o que muita gente se pergunta. É que muita gente nos pergunta. A resposta é simples: dedicação, compromisso, inovação, tecnologia e gestão. Isso tudo aplicado a um único projeto.

Tão rápido quanto o avanço do novo coronavírus no país é a corrida contra o tempo, de governos e da iniciativa privada, para disponibilização de novos leitos. Isso porque os atuais da rede pública, principalmente os de UTI (Unidades de Terapia Intensiva), são considerados insuficientes por muitos estudiosos e órgãos do setor para atender a demanda crescente em meio ao surto de casos suspeitos e positivos.

Atentos a isso, uma infinidade de ações solidárias tem sido desenvolvidas em todo o Brasil. Entre elas uma em especial tem chamado a atenção: a que surgiu da união de esforços entre Ambev, Gerdau, prefeitura de São Paulo e Hospital Israelita Albert Einstein.

Eles propuseram a nós, da Brasil ao Cubo, a elaboração e execução de um projeto. Mas não se tratava de um projeto qualquer. Teria a finalidade de salvar inúmeras vidas durante a pandemia.

A construção do M’boi Mirim

Um prédio, anexo ao Hospital Municipal M’Boi Mirim – Dr Moysés Deutsch, na zona sul de São Paulo, para que fossem atendidos exclusivamente pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde) com diagnóstico positivo para a Covid-19.

Cem leitos em 40 dias com toda a infraestrutura necessária para os atendimentos. Um prazo considerado drástico para a construção civil convencional. Desafio aceito!

Nosso time de projetistas trabalhou arduamente – de forma remota em respeito ao isolamento social, em um curto prazo para elaboração do projeto e voilà: mãos à obra.

Graças as técnicas de construção modular industrializada, foram necessários apenas e exatos 20 dias para que os nossos colaboradores, em parceria com os da Tecverde de Araucária (PR), conseguissem entregar a primeira fase da obra que contemplava os 40 primeiros leitos. São 750m² de área construída nesse primeiro momento.

Para se ter uma ideia, a mesma obra, erguida no modelo tradicional brasileiro, levaria seis meses para ficar pronta. Especialistas no setor da construção civil apontam que uma obra convencional utiliza cerca de 80 horas de trabalho por cada metro quadrado construído.

Já na construção modular industrializada, que é como trabalhamos, esse índice cai para 10 horas por metro quadrado ou menos. Os demais leitos do Centro de Tratamento serão concluídos até o final deste mês totalizando 1.350m² de área construída.

Projetos como esse se enquadram na premissa de industrialização da construção, que consiste em deslocar atividades antes feitas exclusivamente nos canteiros de obras, para a fábrica. Isso torna a construção mais rápida e com maior precisão. Para quem é do setor da construção, feitos como esse não são novidade no mundo. Como exemplo, a cidade chinesa de Wuhan, epicentro do surto de coronavírus, que finalizou um hospital com 1,5 mil leitos em incríveis 10 dias.

A inspiração

Feito com base em prédios pré-fabricados, as placas se encaixavam umas nas outras intercaladas entre camadas de concreto e colunas. Os chineses continuam impressionando o mundo e com razão, já que isso não é conseguido em outros países onde obras se arrastam por anos e até décadas devidos aos inúmeros atrasos e acabam se tornando verdadeiros elefantes.

Mas dia após dia, graças ao pioneirismo da Brasil ao Cubo, esse tipo de obra em tempo recorde passa a ser realidade também no Brasil. E não só pela rapidez na construção, mas também pela qualidade superior até nos acabamos. Para se ter uma ideia sobre a importância deste projeto em si, a nova estrutura é composta por 70 módulos que se encaixam perfeitamente entre si devido ao exclusivo sistema Plug and Play, desenvolvido pela BR3.

Eles foram criados para formar os quartos, banheiros, postos de enfermagem, salas de apoio, área de circulação, escadas, rampas de acesso e uma passarela que faz a conexão com o prédio já existente do Hospital M’Boi Mirim. Ao contrário de outras muitas iniciativas desenvolvida em todo o país – e também louváveis diante das circunstâncias vividas, não se trata de um hospital de campanha, mas sim de uma obra permanente.

Os módulos são 100% construídos e preparados no parque fabril da BR3 em Tubarão. As estruturas já saem de fábrica com toda a parte elétrica, hidrossanitária, com os revestimentos cerâmicos, as louças, os metais, acessórios, portas em madeira, aparelhos de ar condicionado, pintura interna, externa e vedações, além tubulações de ar comprimido necessárias para o atendimento dos pacientes.

Tudo foi fabricado seguindo as exigentes normas dos órgãos de saúde para projetos hospitalares. De Tubarão os módulos partem rumo ao São Paulo, a mais de 800km de distância, em caminhões prancha. No local escolhido eles são acoplados com a ajuda de um guindaste e a instalação concluída sobre o radier, também preparado previamente por esquipes da BR3.

A iniciativa só pôde ser viabilizada devido a colaboração das empresas, que tem dado ao processo de construção a velocidade que o atual momento exige. A Ambev com a gestão do projeto e com a maior parte dos custos de produção. A Gerdau, com outra parte dos custos e fornecendo o aço, principal matéria-prima para o método construtivo empregado pela Brasil ao Cubo.

E o Hospital Israelita Albert Einstein com a expertise –  dos mais de 60 anos de história, na gestão do atendimento. Cerca de 200 profissionais médicos e multidisciplinares serão deslocados para a unidade que atenderá 24h.

A arte envolvida no processo

E para concluir um projeto tão importante para nós e também para a sociedade brasileira convidamos o artista plástico e arquiteto paulistano Gabriel Menezes, mais conhecido Mena, para colorir a passarela que liga a nova unidade ao hospital já existente. Com um estilo muito marcante, Mena tem suas artes espalhadas por telas, muros e ruas de vários lugares do mundo.

Ele expressa por meio das cores todo o nosso sentimento de gratidão pela oportunidade de executar um projeto tão único e tão significativo para a vida de tantas pessoas nesses tempos difíceis de pandemia. Uma arte que simboliza o empenho de todos os profissionais envolvidos em um único objetivo: salvar vidas.

A todos os parceiros, colaboradores e apoiadores o nosso muito obrigado.

Nos vemos no topo!

Equipe BRASIL AO CUBO

6 Comentários

  1. Víctor Hugo Oliveira Silva disse:

    Boa tarde.
    Estive a procurar de informações, na sua fábrica em Tubarão.
    Fui muito bem atendido, porém ão me deram nenhum retorno sobre um projeto para ser executado.
    “O sucesso depende do atendimento, e mais ainda, da continuidade deste”.
    Nunca se sabe da potencialidade de um cliente.
    Obrigado pela atenção.
    Victor Hugo
    4899972.4764
    vhos04@hotmail.com

  2. Olá, boa tarde Karine!

    Meu nome é Henrique e trabalho na DuPont. Olhando o site do Brasil ao Cubo, identifiquei que podemos colaborar no fornecimento de peças prontas de Corian® para comercialização.

    Poderia compartilhar um e-mail para que eu possa enviar uma apresentação do produto? A Superficie Sólida Corian® da DuPont é uma superfície 100% não porosa que segue todas as recomendações da Anvisa, facilita a limpeza e colabora para o controle de contaminações e infecções em ambientes hospitalares, clinicos e laboratoriais, pois trata-se de um material resistente a impactos, manchas de reagentes comuns em laboratórios (Classe I e Classe II) e desgaste. Além disso, em caso de dano, é facilmente reparável. O material pode ser cortado, colado, usinado e moldado sob medida, adequando-se a qualquer projeto.

    Obrigado.
    Henrique Franciê

    • Olá Henrique, bom dia!

      Muito obrigada pelo seu comentário! Nós, da Brasil ao Cubo, estamos sempre dispostos a novas parcerias para elevar cada vez mais o nível de excelência em nossas construções. Para isso, você pode enviar um e-mail para a Simone, de nosso setor Suprimentos. O e-mail dela é simone.tiburcio@brasilaocubo.com

      Esperamos o seu contato,
      Grande abraço!

  3. Doris Vilas-Boas disse:

    Parabéns! Inspiração para todos nós da área da saúde no Brasil!

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